sexta-feira, 5 de março de 2010

Blasfêmias de um sacerdotes ébrio

A língua de Deus não é a palavra
a língua de Deus é o momento do gozo
onde vida surge da delicia.
A língua de Deus é a morte
nela o velho morre e o novo nasce.
A língua de Deus é a dor
a espada no cordeiro
que gera o alimento.
Deus não é uno
mora em cada semente, em cada sêmen.
Deus não é vivo
porque tudo o que é vivo finda
Deus é o caos criador das coincidências
E a coincidência, criadora de vida.

De Solivan

2 comentários:

  1. um deus à flor da pele, dionisíaco, um encantador de medusas
    Salve, poeta

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  2. Salve Neuzza, a que celebra!

    Solivan

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