sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vilela: vida e obra(Fragmento)

Crucificaram Vilela.
Crucificaram o poeta cínico
pobre e esnobe
de sorriso lascivo e abusado.
Crucificaram o poeta
pregaram-no em uma cruz
feita de garfo e faca.
Crucificaram o poeta
cheio de escárnio
e devassidão.
O poeta crucificado
pede frugalmente água
dão-lhe fel
suga o fel oferecido.
O derradeiro não
corta seu estômago
sangra uma mistura de
feijão, arroz e comprimidos para dormir.
Vilela inocentemente
nos dá ainda
a beleza de seu último milagre
faz sua coroa de espinhos
de roseiras florescer rosas vermelhas
e fala suas últimas e introspectivas
palavras
- Perdoa-me PAI,
mas eles sabem o que fazem.

Ano 33, dia 5

Vilela é editado no terceiro dia.

Poema e ilustração de Solivan

6 comentários:

  1. Solivan, meus olhos estão sempre encantados com seus versos!

    um beijo poeta

    Beatriz

    ResponderExcluir
  2. "sua poesia solivan esta na alma como rouxinol esta nos ramos"!!! um abraço ze

    ResponderExcluir
  3. E sempre com sorriso que recebo seus sua visita
    Beatriz, sempre com alegria.

    ResponderExcluir
  4. Oi Ze,que bom ver você novamente.

    ResponderExcluir
  5. bonito, Solivan, comovente.
    Ser poeta é isso: ter a boca molhada de fel,
    coração saltando pela boca. A gente sempre segura e leva bem devagar
    bj, poeta

    ResponderExcluir
  6. É neuzza,espero tambem ser editado no terceiro dia.

    ResponderExcluir